
“Existem madrugadas que parecem esquecer o próprio propósito.
O mundo desacelera,
as horas passam devagar,
e, entre um relógio e outro, a mente acaba visitando lugares que durante o dia consegue evitar.
Talvez algumas lembranças prefiram justamente as horas em que tudo fica mais quieto.
Quando não há distrações,
compromissos
ou ruídos.
Apenas o tempo,
a escuridão
e aquilo que continua encontrando espaço para permanecer.”